Poeta senil de barbas longas, com cara de profeta. Gentileza, assim ele era chamado. Deixou centenas de escritos, de muros pintados com frases de amor (e entenda-se amor no sentido mais amplo da palavra, não amor romântico) , como a do título deste post. E ele estava mais do que certo ao afirmá-lo: gentileza gera gentileza.
A tendência é que tratemos bem quem nos trata bem, e que esperemos com pedras nas mãos os que nos atacam. Se esperamos receber ofensas, endurecemos nosso coração para não sofrer tanto com elas, e muitas vezes agredimos de volta. Mas da mesma forma podemos ser "desarmados" por atitudes de gentileza e também desarmar quem nos ofende.
Não estou dizendo para bajularmos os agressores, mas sim para repensarmos nossa atitude diante deles.
Hoje, assistindo ao jornal, um tio meu disse " ...como esse povo na Palestina briga... desde que eu me entendo por gente, eles brigam...". Há décadas bombas são lançadas em resposta a bombas e cada vez mais bombas destroem não só as cidades mas principalmente a vida das pessoas. Gandhi, ao contrário, instigou o povo indiano à resistência pacífica e protestos não-violentos contra os britânicos. Ele promoveu a paz.
Que no ano que se aproxima, possamos também ser gentileza e gerar gentileza e amor.
Feliz 2009 meninas!!!
domingo, 28 de dezembro de 2008
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Declaração Comentada dos Direitos Humanos
Amanhã, 6a feira 19/12/2008, será lançado o livro "Declaração Universal dos Direitos Humanos Comentada para o Cidadão", dos advogados Guilherme Assis de Almeida, Cíntia Refina Béo e Dimitri Sales, a partir das 19h no Centro de Convenções do Memorial da América Latina, em São Paulo.
Além do lançamento do livro, será realizado também o colóquio “Reflexões contemporâneas sobre os Direitos Humanos, um diálogo Brasil e França em Homenagem aos 60 anos da Declaração Universal de Direitos Humanos”, com a participação de Emmanuel Decaux, professor de Direito Público da Universidade Panthéon-Assas Paris II, e Paulo Sérgio Pinheiro, pesquisador associado do Núcleo de Estudos da Violência – USP e membro da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA).
O Memorial da América Latina fica na Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664 - Barra Funda, São Paulo.
Esse merece ficar na minha cabebceira!
Além do lançamento do livro, será realizado também o colóquio “Reflexões contemporâneas sobre os Direitos Humanos, um diálogo Brasil e França em Homenagem aos 60 anos da Declaração Universal de Direitos Humanos”, com a participação de Emmanuel Decaux, professor de Direito Público da Universidade Panthéon-Assas Paris II, e Paulo Sérgio Pinheiro, pesquisador associado do Núcleo de Estudos da Violência – USP e membro da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA).
O Memorial da América Latina fica na Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664 - Barra Funda, São Paulo.
Esse merece ficar na minha cabebceira!
Marcadores:
declaração comentada,
direitos humanos,
lançamento
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Toma Lá, Dá Cá
O humor brasileiro pede socorro! À exceção de poucos bons programas, o que se tem visto na televisão é sempre de mau gosto, machista, preconceituoso ( dá-lhe piadinhas de anão, português, loira, bicha, etc), vulgar. Ri-se do jeca, do sotaque da empregada da casa, da burrice da filha, da senhora ninfomaníaca, da vizinha sapatão e do marido da síndica que é "mara" e de vez em quando consegue salvar alguns episódios.
É um tipo de humor agressivo e burro, em que os personagens trocam ofensas gratuitas, uma coisa meio que "olho por olho, dente por dente", como diz o nome. Mas longe de ser o propósito dessa postagem me ater ao programa. Só estou usando- o como exemplo de quão pobre está o gênero humorístico. Piadas sobre "defeitos" físicos, síndicos corruptos, sotaques, classes sociais, orientação sexual.Veja outros programas de humor e compare. Procure algum que realmente valha a pena assistir, que seja engraçado, criativo e inovador. Dificilmente você conseguiria me listar mais do que três ou quatro. Em geral o humor brasileiro anda fazendo piadinhas tipo "toma lá, dá cá". Fórmulas fracas desde sempre e ainda mais gastas em tempos como os de hoje, em que cada vez mais se debate e se conscientiza as pessoas sobre a importâncias dos direitos humanos, de lutar por eles e exercer a cidadania, função de cada um de nós.
É um tipo de humor agressivo e burro, em que os personagens trocam ofensas gratuitas, uma coisa meio que "olho por olho, dente por dente", como diz o nome. Mas longe de ser o propósito dessa postagem me ater ao programa. Só estou usando- o como exemplo de quão pobre está o gênero humorístico. Piadas sobre "defeitos" físicos, síndicos corruptos, sotaques, classes sociais, orientação sexual.Veja outros programas de humor e compare. Procure algum que realmente valha a pena assistir, que seja engraçado, criativo e inovador. Dificilmente você conseguiria me listar mais do que três ou quatro. Em geral o humor brasileiro anda fazendo piadinhas tipo "toma lá, dá cá". Fórmulas fracas desde sempre e ainda mais gastas em tempos como os de hoje, em que cada vez mais se debate e se conscientiza as pessoas sobre a importâncias dos direitos humanos, de lutar por eles e exercer a cidadania, função de cada um de nós.
Marcadores:
dá cá;,
Humor ; Toma lá
Assinar:
Postagens (Atom)
