domingo, 28 de dezembro de 2008

Gentileza gera Gentileza

Poeta senil de barbas longas, com cara de profeta. Gentileza, assim ele era chamado. Deixou centenas de escritos, de muros pintados com frases de amor (e entenda-se amor no sentido mais amplo da palavra, não amor romântico) , como a do título deste post. E ele estava mais do que certo ao afirmá-lo: gentileza gera gentileza.
A tendência é que tratemos bem quem nos trata bem, e que esperemos com pedras nas mãos os que nos atacam. Se esperamos receber ofensas, endurecemos nosso coração para não sofrer tanto com elas, e muitas vezes agredimos de volta. Mas da mesma forma podemos ser "desarmados" por atitudes de gentileza e também desarmar quem nos ofende.
Não estou dizendo para bajularmos os agressores, mas sim para repensarmos nossa atitude diante deles.
Hoje, assistindo ao jornal, um tio meu disse " ...como esse povo na Palestina briga... desde que eu me entendo por gente, eles brigam...". Há décadas bombas são lançadas em resposta a bombas e cada vez mais bombas destroem não só as cidades mas principalmente a vida das pessoas. Gandhi, ao contrário, instigou o povo indiano à resistência pacífica e protestos não-violentos contra os britânicos. Ele promoveu a paz.
Que no ano que se aproxima, possamos também ser gentileza e gerar gentileza e amor.
Feliz 2009 meninas!!!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Declaração Comentada dos Direitos Humanos

Amanhã, 6a feira 19/12/2008, será lançado o livro "Declaração Universal dos Direitos Humanos Comentada para o Cidadão", dos advogados Guilherme Assis de Almeida, Cíntia Refina Béo e Dimitri Sales, a partir das 19h no Centro de Convenções do Memorial da América Latina, em São Paulo.


Além do lançamento do livro, será realizado também o colóquio “Reflexões contemporâneas sobre os Direitos Humanos, um diálogo Brasil e França em Homenagem aos 60 anos da Declaração Universal de Direitos Humanos”, com a participação de Emmanuel Decaux, professor de Direito Público da Universidade Panthéon-Assas Paris II, e Paulo Sérgio Pinheiro, pesquisador associado do Núcleo de Estudos da Violência – USP e membro da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA).

O Memorial da América Latina fica na Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664 - Barra Funda, São Paulo.

Esse merece ficar na minha cabebceira!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Toma Lá, Dá Cá

O humor brasileiro pede socorro! À exceção de poucos bons programas, o que se tem visto na televisão é sempre de mau gosto, machista, preconceituoso ( dá-lhe piadinhas de anão, português, loira, bicha, etc), vulgar. Ri-se do jeca, do sotaque da empregada da casa, da burrice da filha, da senhora ninfomaníaca, da vizinha sapatão e do marido da síndica que é "mara" e de vez em quando consegue salvar alguns episódios.
É um tipo de humor agressivo e burro, em que os personagens trocam ofensas gratuitas, uma coisa meio que "olho por olho, dente por dente", como diz o nome. Mas longe de ser o propósito dessa postagem me ater ao programa. Só estou usando- o como exemplo de quão pobre está o gênero humorístico. Piadas sobre "defeitos" físicos, síndicos corruptos, sotaques, classes sociais, orientação sexual.Veja outros programas de humor e compare. Procure algum que realmente valha a pena assistir, que seja engraçado, criativo e inovador. Dificilmente você conseguiria me listar mais do que três ou quatro. Em geral o humor brasileiro anda fazendo piadinhas tipo "toma lá, dá cá". Fórmulas fracas desde sempre e ainda mais gastas em tempos como os de hoje, em que cada vez mais se debate e se conscientiza as pessoas sobre a importâncias dos direitos humanos, de lutar por eles e exercer a cidadania, função de cada um de nós.