Essa semana, todos fomos surpreendidos pela morte repentina do ídolo pop Michael Jackson. Em todo o mundo, grande comoção, fãs chorando, outros cantando suas músicas. Pouco se falou da sua face polêmica, exceto por alguns jornalistas, q a meu ver pegaram até pesado demais ao perguntar por exemplo " Por qual Michael Jackson você chora?", colocando lado a lado fotos do cantor desde criança até as últimas aparições, cada uma mostrando um Michael mais branco e deformado .
Na África do Sul, país onde a intolerância racial chegou ao extremo atrvés da política segregacionista do apartheid, o Brasil conquistou o tricampeonato da Copa das Confederações. Essa copa ficou marcada pela alegria do povo africano com suas buzinas, e no jogo entre nossa seleção e a do país-sede, pelo discurso contra o racismo.
Infelizmente, quase simultaneamente a isso, nós mineiros nos entristecemos com a notícia de que um argentino, atacante do Grêmio, ofendeu o jogador Elicarlos, do Cruzeiro, chamando-o de macaco. E depois ainda teve a cara-de-pau de dizer que foi uma " discussão normal de jogo ".
Enfim, tanto se fala contra o racismo, e muito ainda se tem que falar, para espantar esse fantasma e dos outros preconceitos.
Segue então o post de hoje, um texto que fiz a respeito da diversidade, e em respeito a ela.
Segundo a Unesco, a diversidade cultural é tão necessária para o homem quanto a diversidade biológica para a natureza e, por isso, deve ser respeitada e consolidada em benefício das gerações presentes e futuras. Mas, a “vida real” não é tão bonita quanto no papel.
Conviver com a diferença é um exercício de tolerância. Porém, ao longo dos séculos, a história da humanidade tem sido marcada por desrespeito à diversidade e intolerância. Antes mesmo da Era Cristã, já havia escravos. A colonização européia na América foi truculenta, assim como foram a Santa Inquisição, os campos de concentração e os porões das ditaduras.
Os exemplos acima, contudo, mostram casos em que a intolerância chegou ao extremo. O que alguns ignoram é que esta é como uma árvore, que eles regam quando discriminam qualquer outra pessoa, seja por que motivo for, porque somos muitos: brancos, índios, negros, pardos, magros, baixos, gordos, altos, cafuzos, confusos. Somos gays, judeus, muçulmanos, punks, reacionários, anarquistas, cristãos, ateus, caolhos, um pouco coxos e muitas coisas mais. Somos todos diferentes, e precisamos exercitar diariamente a tolerância para com os “defeitos” dos outros, para que o clichê saia do papel e sejamos, de fato, todos iguais.
domingo, 28 de junho de 2009
Diga não ao preconceito, respeite a diversidade!
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preconceito racial
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